Quanto tempo não escrevo aqui! Que saudades. Hoje quero trazer essa música que eu só conhecia na versão original dos Beatles, mas que ficou muito legal nessa versão que fizeram no seriado Glee. Não lembrava mais dessa música e em uma aula de canto que participei essa semana, cantaram ela e ontem a noite teve um significado tremendo! Depois falarei um pouco mais sobre. Enfim, tô de volta.
Oh yeah, I'll tell you something,
I think you'll understand.
When I say that something
I wanna hold your hand,
I wanna hold your hand,
I wanna hold your hand.
Oh please, say to me
You'll let me be your man
And please, say to me
You'll let me hold your hand.
Now let me hold your hand,
I want to hold your hand.
And when I touch you I feel happy inside.
It's such a feeling that my love
I can't hide, I can't hide, I can't hide....
Yeah, you've got that something,
I think you'll understand.
When I feel that something
I wanna hold your hand,
I wanna hold your hand,
I wanna hold your hand,
I wanna hold your hand.
Eu Quero Segurar Sua Mão
Oh yeah, eu vou te dizer uma coisa,
Eu acho que você vai entender.
Quando eu digo isso
Eu quero segurar sua mão,
Eu quero segurar sua mão,
Eu quero segurar sua mão.
Oh, por favor, diga-me
Você vai me deixar ser seu homem
E por favor, me diga
Que você me deixará segurar sua mão.
Agora, deixe-me segurar sua mão,
Eu quero segurar sua mão.
E quando eu toco você eu me sinto feliz por dentro.
É um sentimento que o meu amor
Eu não posso esconder, não posso esconder, eu não posso esconder ....
Quero trazer essa música hoje para vocês porque ela tem um significado muito especial para mim. Ouvi pela primeira vez no meu retiro vocacional na Comunidade Recado. Em um momento de profunda adoração e entendimento da vontade de Deus, abraçavamos e conheciamos as bordas do carisma. Engraçado como sentiamos a nossa verdade revela nesta música. Se for possivel, reze com ela. Creio piamente que ela fará toda a diferença, encontre a
Meta Certa
Te encontrar no coração é o meu desejo,
Ao teu lado caminhar, contigo estar.
Único farol e luz do meu caminho,
Única razão és Tu; único sustento, Tu.
Só Tu estás no centro do meu coração.
Mesmo a Terra gira sempre sem sossego,
Mas existe um rumo certo, a meta és Tu.
És a meta certa, a direção segura,
És a meta certa, Tu; és o meu cominho, Tu.
Só Tu estás no centro do meu coração.
Tudo gira ao teu redor, tudo fala de ti.
E não importa o "como", o "quando", o "porquê".
Sempre no meu coração és Tu o centro,
Que a tudo dá sentido, rumo e luz.
Tudo o que eu fizer será amor somente.
Único sustento, Tu; és a meta certa, Tu.
Só Tu estás no centro do meu coração.
No dia 20 de Junho celebra-se a festa da Santíssima Virgem da Consolação, padroeira especial de Turim e do Piemonte. O culto da Virgem da Consolação data do século XI, quando se ampliou o primitivo edifício dedicado a Santo Andrés e se erigiu, no decurso do século XVIII o Santuário da Consolação, uma das igrejas mais belas e mais amadas pelos habitantes de Turim. Em relação com o culto da Virgem da Consolação, se narra que, no mesmo sitio em que hoje admiramos o santuário, havia um pequeno templo que se viu destruído numa das invasões dos bárbaros. Alguns anos depois, na cidade de Briançon, um homem cego de nascimento, teve em sonhos uma visão da Virgem Maria que o exortou a chegar a Turim para buscar um quadro com sua efígie que se havia extraviado. O homem, chegado àquele sitio, recobrou milagrosamente sua vista e pôde ver a Virgem, que se apresentou como "Consoladora" e se converteu na padroeira de Turim. Hoje, a Virgem do Consolo (ou da Consolação) não só é venerada por muitíssimos fiéis que a ela imploram graça e consolo e que com fé e com devoção participam na procissão que, todos os anos durante sua celebração, sai do Santuário e serpenteia pelas ruas da cidade. Ela é também a Mãe inspiradora dos missionários que, em seu nome, se empenham em levar o Evangelho por todo o mundo. Ao igual que María, que veneram sob o título de Consolação, pretendem levar ao mundo o autêntico Consolo que é Jesús, o Evangelho e com isso sua presença junto aos marginais, com a ajuda aos aflitos, a cura dos enfermos, a defesa dos direitos humanos e ao fomento da justiça e da paz. Por tudo isso, eles se dedicam à Missão de forma total, sem nenhuma classe de vínculos, afastados da materialidade das coisas, professando a pobreza e a obediência no espírito da beatitude evangélica.
Me dá a mão Me leva embora Passou da hora, já bebi demais Ninguém mais me considera Só velhos, bêbados e animais Gastei tanta palavra por gastar Agora as pobres tentam se salvar Me pega e leva Porque eu te amo Andei fugindo mas estou aqui Escutando baladas bregas Deixar de te amar não é pra mim Não se deixa de amar assim Seja como for Mas seja sempre o meu amor perpétuo Onde estiver esteja Onde está Meu peito aberto Me pega e leva Porque eu te amo Andei fugindo mas estou aqui Derretido, sentimental Porque deixar de amar não é normal Não se desama dando um mero tchau Seja como for Mas seja sempre o meu amor perpétuo Onde estiver esteja Onde está Meu peito aberto
Não te amo mais. Estarei mentindo dizendo que Ainda te quero como sempre quis. Tenho certeza que Nada foi em vão. Sinto dentro de mim que Você não significa nada. Não poderia dizer jamais que Alimento um grande amor. Sinto cada vez mais que Já te esqueci! E jamais usarei a frase EU TE AMO! Sinto, mas tenho que dizer a verdade É tarde demais... *Agora leia de baixo para cima. Tinha quer ser Clarice
Sou um rato de praia. Sou mineiro. Todo mineiro é deslumbrado com o mar. Cheguei ao Rio com quatro anos de idade e o mar de Copacabana sempre foi minha praia. Naquela época, por volta de 1913, rato de praia tinha outro significado. Hoje o sentido é pejorativo. No meu tempo designava essa espécie de gente que levanta muito cedo, veste uma sunga, e só vai embora da praia quando o sol se põe.
Meu pai foi um grande nanador de piscina. Quando o mar de Copacabana era mar de piscina, ele se exibia nadando contra a maré, mergulhava e subia, respirava como respiram os botos e eu achava isso o máximo.
No começo, me levava nas costas. Meu pai ia nadando de peito e eu flutuava sobre ele. Quando cruzava a arrebentação, às vezes apertava um pouco mais o pescoço dele com medo de escorregar. Ele fingia engasgar e reclamava sorrindo: "Assim você vai nos afogar". Um dia meu pai me pegou pela mão, me levou até a beira da praia, olhou o mar imenso, virou-se e disse: "Vai dar um mergulho". Eu olhei aquele marzão besta, pensei um pouco, olhei de volta e perguntei, a voz trêmula. "E se eu cair?" "Se você cair, eu estarei aqui perto para proteger você."
É uma das lembranças mais delicadas que tenho do meu pai. Hoje, aos 85 anos, ele só se arrisca em longas caminhadas pelo calçadão de Copacabana.
Meus pais estão casados há 70 anos. Semana passada, minha mãe precisou ir a São Paulo. Pretendia ficar uns dez dias dando carinho e atenção à minha irmã, que fez uma cirurgia delicada no coração. Meu pai fica indócil nessas horas. Telefona varias vezes perguntando ela vai voltar. Ontem liguei para saber notícias e dar um apoio moral.
Achei que seria um conforto. Uma força para ajudá-lo a enfrentar duas semanas de solidão. Ele reclamou que estava sozinho. Tentei minimizar a ausência de minha mãe lembrando a roda de amigos da praia.
"Mas eu não passo o dia na praia." "Pai, procura alguma coisa para se distrair em casa."
Ouvi alguns segundos de silêncio, até ele dizer do outro lado da linha, a voz trêmula: "E se eu cair?" Fonte: Jornal O Povo - Ruy Lima
Meu amor essa é a última oração Pra salvar seu coração Coração não é tão simples quanto pensa Nele cabe o que não cabe na despensa Cabe o meu amor! Cabem três vidas inteiras Cabe uma penteadeira Cabe nós dois Cabe até o meu amor, essa é a última oração Pra salvar seu coração Coração não é tão simples quanto pensa Nele cabe o que não cabe na despensa Cabe o meu amor! Cabem três vidas inteiras Cabe uma penteadeira Cabe nós dois Cabe até o meu amor, essa é a última oração Pra salvar seu coração Coração não é tão simples quanto pensa Nele cabe o que não cabe na despensa Cabe o meu amor! Cabem três vidas inteiras Cabe uma penteadeira Cabe essa oração
Procurando bem Todo mundo tem pereba Marca de bexiga ou vacina E tem piriri, tem lombriga, tem ameba Só a bailarina que não tem E não tem coceira Verruga nem frieira Nem falta de maneira ela não tem Futucando bem Todo mundo tem piolho Ou tem cheiro de creolina Todo mundo tem um irmão meio zarolho Só a bailarina que não tem Nem unha encardida Nem dente com comida Nem casca de ferida ela não tem Não livra ninguém Todo mundo tem remela Quando acorda às seis da matina Teve escarlatina ou tem febre amarela Só a bailarina que não tem Medo de subir, gente Medo de cair, gente Medo de vertigem Quem não tem Confessando bem Todo mundo faz pecado Logo assim que a missa termina Todo mundo tem um primeiro namorado Só a bailarina que não tem Sujo atrás da orelha Bigode de groselha Calcinha um pouco velha Ela não tem O padre também Pode até ficar vermelho Se o vento levanta a batina Reparando bem, todo mundo tem pentelho Só a bailarina que não tem Sala sem mobília Goteira na vasilha Problema na família Quem não tem Procurando bem Todo mundo tem...
Gostaria de compartilhar com vocês um livro que estou lendo que foi indicado por minha amiga Ângela, que é uma potente escritora, do qual tenho viajado em suas linhas.
O Piano, tem uma linguagem simples e nos envolve agarrando nossa imaginação, levando-nos ao mundo de Ada e Flora McGrath. Mãe e filha foram prometidas a Alisdair Stewart e aventuram-se em longos dias mar a dentro, da Escócia para Nova Zelândia quase primitiva. A trama também envolve um piano, o meio pelo qual Ada se comunica com o mundo. Tendo perdido a voz depois de um mando do pai, Wystom McGrath, ela não falou mais e o piano era sua voz.
Demorei muito para resolver ler este livro, as provas me atormentavam e não pensava nele. Mas quando resolvi também entrar em alto mar, junto com a mudez de Ada e o ser criança de Flora, não consigo mais parar. Pareço, de uma forma que desconheço, escutar a música que sai daquele piano. Sinto-me também parte da história e relembro das aulas fracassadas de teclado que tive. Bem que gostaria de ter tido aulas com McGrath, mas enfim o que posso é imaginar seu debruçar-se sobre o porta-voz.
A autora deste livro é Jane Campion, que recebeu uma nomeação ao Oscar de Melhor Diretor, por "The Piano" (1993). Ganhou também o prêmio Palma de Ouro e o Oscar de melhor roteiro original.
Há silêncio onde nunca ouve som. Há silêncio onde som nunca haverá. Numa tumba muito, muito funda, no mar... - Thomas Hood
Hoje é o dia
Eu quase posso tocar o silêncio
A casa vazia
Só as coisas que você não quis
Me fazem companhia
Eu fico à vontade com a sua ausência
Eu já me acostumei a esquecer
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais
Salas e quartos
Somem sem deixar vestígio
Seu rosto em pedaços
Misturado com o que não sobrou
Do que eu sentia
Eu lembro dos filmes que eu nunca vi
Passando sem parar
Em algum lugar.
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais
Fica o gosto, ficam as fotos
Quanto tempo faz
Ficam os dedos, fica a memória
Eu nem me lembro mais
Quanto tempo, eu já nem sei mais o que é meu
Nem quando, nem onde
Sim, penso, existo. Mas o que sou? Sou o que hesito Em ser? Ou... Ou Sou só o que Sei ser-me sem Erro, sem se? Sou o que pen- So? Mas que pensa O quem o qual Sou? É? Hem? Sa- Berá? Que tal? Existo, sim. Que sim sou? Ex- Isto? Que mim Sou? Sou? Talvez...
Minhas provas terminaram, toda a correria passou e aqui estou ainda na universidade. Teremos ainda algumas aulas, pra quem quiser ganhar pontos esse é o momento. Já estou no segundo semestre, tanta coisa aconteceu! Sinto-me como um ratinho que se aventura na grande descoberta do que vem a ser verdadeiramente a Psicologia.
Engraçado como me decidi por ela. Um dia disse: "vou fazer psicologia", aí aconteceu! Quando me decido, mesmo que isso custe anos, ninguém pode mudar. Vejo tantas pessoas com duvidas sobre o curso que devem fazer, usam o crivo de "quem ganha mais" para escolher o seu futuro como se a riqueza estivesse além da realização pessoal. Realmente pode estar em alguns momentos, entretanto, de que adianta ser rico e não ser feliz? Antes ser pobre realizado do que um rico arrependido.
Penso na Psicologia como uma grande arte, uma ciência cheia de mistérios e que tanto tem para nos oferecer. Quase nada sei sobre o psiquismo, Ics, behaviorismos ou terapias de grupos... Misturo minha psicologia barata, leiga, com aquilo que é real. Porém não posso parar, a vida continua e ela não pode ser separada do aprendizado. Quem vive aprende, aliás, só se aprende vivendo. São tantas decisões a tomar e coisas para experimentar que tenho a certeza que o dia deveria ter no mínimo 26horas.
Quero viver o novo, quero ir além mesmo mediante a minha lentidão tão extrema, da minha vontade amena, incompreensões e desobediências. Tenho desejos maiores, meus olhos tem muito o que ver. Vou me arriscando, me lançando e sei que aos poucos estou construindo aquilo que chamam de: futuro.
Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.
Sim, estou longe de ser como aqueles que se destacam em tudo. Na maioria das vezes sempre sou o ultimo. Ultimo da sala, ultimo à saber, ultimo a viver. Tudo passa na minha frente e constantemente deixo algo de importante passar. O que mais me leva ao Nirvana, é a minha falta de vontade. O que mais me leva ao erro. Preciso de um novo animo, um novo ardor. Algo que mova minha alma, que me faça ir além. Que torne alguém.
A derramar minhas lágrimas de coração contrito
Como pobre pecador
que reencontrou o teu louco e desmedido amor
Vou ficar prostrado sob teu olhar
Quero teu perdão pois confio em Ti
Vou ficar aqui sempre a te suplicar
Salva-me Senhor
Dá-me o Teu imenso amor
Sinto minha respiração, ouço meu coração. Corro para fora, busco novas experiências, alimentando-me das velhas. Deparo-me com a Face de Deus. Rejeição, amor, desolação, consolo. Uma mescla entre o Amor de Deus e o juiz que existe em mim.
Tudo parece passar tão depressa e hoje não sei aonde realmente estou. Só entendo que não gosto de estar aqui, preso.
Queria uma verdadeira liberdade. Dissera-me que existe um manual para conseguir este feito. Eu o consegui, mas por vezes me enfado na tentativa de absorvê-lo por completo. E o meu desejo de liberdade só aumenta. Posso ser livre, mesmo estante em uma imensa prisão. Esta é a liberdade que almejo. Liberdade de Tereza de Lisieux, de Etty Hillesum (Procure ler o diário das duas, sua vida não será mais a mesma).
Uma liberdade que somente pode ter, aquele que chega ao centro: Deus. Eu preciso reencontrar o sentido, reencontrar o meu Eu. O deixei nas pessoas que conheci, nas que perdi... Porém, se não reencontrar-me, sumirei como pegada na areia apagada pelo mar. Continuarei com a cega esperança de que tudo um dia vai mudar. Sacudirei a poeiras dos pés e darei a voltar por cima. Acho que necessito viver cada momento desta noite pavorosa, para que saiba amar o Sol e confiar em sua existência, mesmo que não O veja.
“Mais prisões outra vez. Outra vez o terror, os campos de concentração, pais, irmãs e irmãos arbitrariamente arrancados dos seus. Uma pessoa procura o sentido da vida e pergunta-se mesmo se ela terá algum sentido. Mas isso é coisa que temos de decidir sozinhos e com Deus. Talvez cada vida tenha um sentido próprio e seja precisa a vida inteira para o encontrar”